Meus Sermões

A PEDAGOGIA DA TEMPESTADE

Marcos 4.35-41

 

INTRODUÇÃO

Quero começar afirmando de modo suave e categórico: Deus é bom, sempre bom.

Às vezes, não conseguimos ver a bondade de Deus nos acontecimentos da vida... ônibus que são incendiados com passageiros dentro... chuvas fortes que inundam as casas de lama, destruindo móveis, eletrodomésticos e comida... morros que desabam, cratera que se abre no chão, engolindo carros e pessoas...  entes queridos que partem, de um momento para o outro, deixando grande saudade...

 

Mas, mesmo assim, em meio às essas circunstâncias difíceis da vida – Deus é sempre bom.

Havia um súdito que dizia sempre para o rei que Deus é bom. Um dia, saíram para caçar e um animal feroz atacou o rei, e ele perdeu o dedo mínimo. O súdito então lhe disse: “Deus é bom”. Mas o rei, ficou bronqueado com aquela afirmação, e mandou prender o súdito. Em outra caçada, o rei foi capturado por índios canibais, índios que comem carne humana. Mas, na hora do sacrifício, o índio churrasqueiro, percebeu que aquele homem era imperfeito, porque faltava um dos dedos da mão. Com isso, o rei foi solto e ele chegou para o súdito e disse: “É verdade, Deus é bom... mas, por que então, eu mandei que você fosse preso?” O súdito, respondeu: “É porque se eu estivesse contigo, naquela caçada em que vieram os canibais, com os meus dedos todos perfeitos, eu é que seria sacrificado... como vê, Deus é bom!”.

 

Amados, trombas d’água, acidentes, mortes, problemas... as tempestades da vida, não anulam a bondade de Deus.

Aqui neste texto, Jesus tinha passado todo o dia ensinando sobre o Reino de Deus.

 

E ao final da tarde, à beira-mar, lemos no v.35, Ele deu ordem para que os discípulos entrassem no barco e passassem para o outro lado, para a outra margem...

 

Enquanto isso, Jesus cansado, dormiu, e uma tempestade terrível veio sobre os discípulos, enchendo o barco de água.

 

Os discípulos ficaram apavorados e clamaram a Jesus... , diz o v.39: Jesus, repreendeu o vento, repreendeu o mar, no v.40, lemos que repreendeu os discípulos também... porque estavam desesperados com a força dos ventos, mas por fim, ficaram maravilhados diante do que viram Jesus fazer. Aleluia!

 

Considerando as chuvas fortes desse início de ano, as tempestades que assolaram a cidade, que lições aprendemos aqui? ...aprendemos algumas lições importantes:

 

...em primeiro lugar, aprendemos que:

AS TEMPESTADES DA VIDA SÃO INESPERADAS

O Mar da Galiléia era famoso por suas tempestades inesperadas... aquele mar é cercado por montanhas pelos três lados, ali os ventos sopram com violência, provocando terríveis tempestades, surpreendendo a pescadores, viajantes e até banhistas.

As tempestades da vida também são inesperadas: tudo vai bem, mas de repente, é um acidente, uma enfermidade, uma crise no casamento, um desemprego... você não espera, mas o vendaval, vem.

 

As tempestades da vida não mandam torpedo no celular... não mandam aviso... elas chegam em nossa vida sem pedir licença.

 

Algumas vezes, a bem da verdade, as tempestades nos apanham de surpresa e nos deixam profundamente abalados.

 

Mas, como cristãos, devemos estar preparados para as tempestades da vida!

Ora, um dos versos clássicos da Bíblia, que a maioria dos crentes sabem de memória, diz assim: “No mundo terei aflições” (Jo 16.33)... Jesus disse: “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós” (Jo 15.20). 

 

Perseguições, problemas, aflições... continuarão fazendo parte da vida neste mundo aqui, mesmo se você se tornar um crente!

 

Considere esse fato aqui: Os discípulos tinham passado o dia inteiro ouvindo os ensinamentos de Jesus e cooperando com Ele na obra que fazia, mas isso não isentou nenhum deles de passar por tempestade.

 

Aqueles discípulos amavam a Jesus... eles tinham deixado tudo para andar com Jesus... mas isso não poupou a nenhum deles da tempestade.

 

Portanto, aqui, aprendemos o seguinte: que as aflições, as tempestades da vida, fazem parte da jornada normal de todo cristão neste mundo...

 

...em segundo lugar:

AS TEMPESTADES DA VIDA SÃO PERIGOSAS

No Evangelho de Mateus está escrito que o barco era varrido pelas ondas (Mt 8:24).

Aqui, o evangelista Marcos, no v.37, conta que se levantou grande temporal de vento...  as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o barco já estava ficando cheio de água.

 

E no evangelho de Lucas, lemos que sobreveio uma tempestade de vento, que eles estavam em perigo (Lc 8:23). 

 

Sabe, as tempestades da vida, as lutas difíceis que nos sobrevém, também são ameaçadoras... elas são perigosas!

Eu estava organizando alguns arquivos em meu computador nos últimos dias de férias. Enquanto eu digitava algumas coisas, a televisão estava ligada, De repente, veio o noticiário e comecei a assistir uma cena cinematográfica: os primeiros momentos do acidente na Linha 4 do Metrô. Uma cena real e dramática. Jamais alguém podia imaginar que a rua de cimento e asfalto pudesse ser tão vulnerável e ceder facilmente. A tempestade havia chegado repentinamente e de forma avassaladora, engolindo carros e gente.

 

Muitas vezes, as tempestades da vida chegam assim sobre nós, de forma repentina e tão intensa, que deixam as estruturas da nossa vida abaladas, pondo por terra, aquilo que levou anos para ser construído.

É um casamento construído com amor, que se desfaz pela tempestade da infidelidade conjugal...

É uma doença incurável que abala a família...

É um acidente trágico que tira uma vida cheia de vigor...

É uma amizade construída pelo cimento dos anos, que afunda pela tempestade da traição.

 

Sim, à semelhança da tempestade que sobreveio aos discípulos no Mar da Galiléia, as tempestades da vida que nos sobrevém, também são perigosas.

 

...em terceiro lugar:

AS TEMPESTADES DA VIDA ESCAPAM DO NOSSO CONTROLE

Elas são maiores do que nossas forças.

Veja esse texto! Os discípulos se esforçaram para contornar o problema, se esforçaram por sair ilesos da tempestade...

 

Mas eles nada puderam fazer para enfrentar a fúria do vento... por mais que se esforçassem, não puderam vencer o problema.

 

Vemos no v.38, que eles precisaram clamar a Jesus... por que o problema era maior do que a capacidade deles de resolver.

 

Há problemas que nos deixam com uma profunda sensação de impotência.

Não temos força para resistir a pressão de certos problemas em nossa vida...

A Bíblia conta que certa ocasião, Josafá, rei de Judá, foi encurralado por três inimigos que se armaram até os dentes para atacar Jerusalém.  E mandaram um recado insolente, dizendo que o rei não escaparia vivo. Josafá teve medo, se pôs a buscar a Deus e decretou um jejum em toda a nação. Então, Josafá orou e disse: “Ó Deus não há em nós força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós e não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos estão postos em ti” (2 Cr 20:12).

 

Ah! quando o problema é maior do que a nossa força, quando não temos capacidade nem sabedoria sobre o que fazer, nós precisamos olhar para Deus e depender de Deus... porque quando a tempestade está fora do nosso controle, certamente não está fora do controle de Deus!

 

Saiba disso: Tempestades fogem do nosso controle... a traição conjugal... o endividamento... a doença... a rebeldia de um filho... a morte... mas tempestade alguma, nunca foge do controle de Deus.

 

...em quarto lugar:

AS TEMPESTADES DA VIDA SÃO SURPREENDENTES

Uma tromba d’água pode transformar casas confortáveis em lugares ameaçadores.

O Mar da Galiléia era um lugar muito conhecido daqueles discípulos... alguns deles eram pescadores profissionais e conheciam cada palmo daquelas águas... ali eles lançavam as redes e ganhavam o sustento.

 

Mas agora, estavam em apuros... o que parecia sob controle, havia se tornado incontrolável.

 

Muitas vezes, as tempestades mais violentas que enfrentamos na vida, não vêm de longe, dos lugares desconhecidos... mas vem de perto, do nosso ambiente de conforto, do ambiente que nos é comum, mas que chega e põe tudo de cabeça para baixo.

Muitas vezes, é o cônjuge... foi fiel tantos anos, mas que dá uma viravolta e se transforma numa pessoa amarga, agressiva e abandona o casamento para viver uma aventura com outra pessoa.

 

Outras vezes, é o filho obediente que resvala os pés e se transforma numa pessoa rebelde, irreverente, dissimulada e insolente com os pais.

 

Ainda hoje, as maiores tempestades da vida que enfrentamos, são tempestades que vêm onde nos sentíamos mais seguros.

 

E quando enfrentamos tempestades, sofremos algumas tensões nervosas.

O texto mostra algumas dessas tensões que são sofridas nas tempestades da vida...

 

...em primeiro lugar:

COMO CONCILIAR A OBEDIÊNCIA A JESUS COM A TEMPESTADE?

Lemos no v.35, que os discípulos entraram no barco por ordem expressa de Jesus e mesmo assim, sofreram a tempestade.

Eles estavam no centro da vontade de Deus e ainda assim, enfrentaram ventos contrários... eles estavam onde Jesus mandou que estivessem, fazendo o que Jesus mandou que fosse feito... indo para onde Jesus mandou que fossem, e mesmo assim, enfrentaram uma terrível tempestade.

 

É provável que você conheça a história do profeta Jonas... Jonas enfrentou uma tempestade porque ele havia desobedecido a Deus... mas os discípulos aqui, sofreram uma tempestade porque obedeceram Jesus!

 

Você tem enfrentado tempestade em sua vida pelo fato de obedecer a Deus ou pelo fato de desobedecer a Deus?

A sua luta é porque você está comprometido em ser fiel a Deus? ...é por que está resolvido a não trapacear? ...a sua luta é por que você não quer se envolver no esquema da mentira, ou da maldade?

 

Veja que há momentos que enfrentamos tempestades, não por estarmos na contramão, mas por estamos andando no caminho direito.

 

Portanto, saiba também isso: o mundo odiou a Jesus e vai odiar todo aquele que viver na luz.

 

...em segundo lugar:

COMO CONCILIAR A TEMPESTADE COM A PRESENÇA DE JESUS?  

Nos v.35-36 lemos de Jesus com os discípulos no barco... mas no v.37 lemos que “de repente, começou a soprar um vento muito forte, e as ondas arrebentavam com tanta força em cima do barco, que ele já estava ficando cheio de água”. 

O fato de Jesus estar conosco, não nos poupa de certas tempestades na vida.

Ouça, ser crente, não é viver protegido numa estufa espiritual, livre de toda dificuldade e problemas... o céu não é aqui!

 

Tem gente que resolve ser crente, resolve participar de uma igreja, pensando que se Deus estiver com elas, que se Deus estiver no barco da vida delas, então estarão livres de tempestades, livres de problema financeiro, livres de doença, livres de luta no casamento e na família...

Pode ser bonitinho aquele adesivo de carro: “Sorria, Jesus Te Ama... pode ser interessante ficar determinando a bênção... pode ser bom ouvir pregação do tipo: Você é filho do Rei, não tem por que levar uma vida derrotada” ...mas a vida com Jesus, verdade seja dita, não é somente de calmaria e tranqüilidade...

 

Todo crente que andar diariamente com Jesus, está sujeito a enfrentar terríveis tempestades na vida, tal como os discípulos no Mar da Galiléia.

 

Só que o resultado é diferente: quem enfrenta tempestades na vida por DESOBEDIÊNCIA Deus, colhe resultados diferentes de quem enfrenta tempestades por OBEDIÊNCIA A DEUS.

 

Jesus havia passado o dia inteiro, ensinando os discípulos as parábolas do Reino... mas agora, lá estavam eles no mar, para uma lição prática.

Isso é pedagógico... no Grupo Escolar Campos Salles, em Teresópolis, na 5 série, eu amava a hora em que o professor Fernando, após a explicação de ciências, levava a turma para os jardins a fim de identificarmos os tipos de rochas e de solo. Aquilo era a lição prática para nós! Quanta experiência eu ganhei naqueles momentos!

 

Jesus sabia da tempestade... foi surpresa para os discípulos – não para Jesus... porque ela estava no plano de aula para aquele dia.

 

E aquela experiência ajudou os discípulos a entenderem que, nas tempestades da vida, podemos confiar em Jesus.

 

Amado, se você está vivendo em obediência a Deus, e veio uma tempestade terrível sobre você, aprenda nessa experiência prática, a ser uma pessoa mais confiante em Deus.

 

...em terceiro lugar:

COMO CONCILIAR A TEMPESTADE COM O SONO DE JESUS?

Eu desconfio que o maior nervosismo dos discípulos, não foi tanto a tempestade, mas o fato de Jesus estar dormindo durante a tempestade... na hora do sufoco, na hora do aperto deles, Jesus estava dormindo.

Às vezes, nos nossos momentos de sufoco, nós temos a sensação de que Deus está dormindo.

 

O Salmo 121.4 fala sobre o sono de Deus... entretanto, está escrito isto: que Ele não nunca dorme, nem cochila...

 

Porém, às vezes, parece que Ele está desatento aos dramas da nossa vida e isso gera uma grande angústia em nossa alma.

 

Então, vamos aprender a lição prática das tempestades da vida!

Esse texto contém três perguntas, todas são instrutivas sobre a pedagogia da tempestade.

 

A primeira pergunta aparece no v.38: “Mestre, não te importa que pereçamos?” ou: “Mestre! Nós vamos morrer! O senhor não se importa com isso?” 

Essa pergunta nasceu do ventre de uma grande crise e o parto se deu num berço de muito sofrimento.

 

Os discípulos estavam vendo a sombra da morte... o mar agitado parecia sepultar as últimas esperanças.

 

E depois de terem esgotado todos os esforços, eles gritaram para Jesus: “Mestre, não te importa que pereçamos?”.

 

Esse grito mostra o medo gerado pela tempestade.

A tempestade provoca medo em nós, porque ela é maior do que nós.

Com as cheias do Paraíba, com as águas a um palmo de distância para alcançar a ponte, ninguém passa tranqüilo por ela, apreciando a natureza...

 

Em tempos de perigo de morte, de desastres, de doença, sai do nosso peito o mesmo grito de medo que saiu da boca dos discípulos.

Em Jerusalém, capital de Israel, há um museu memorial das vítimas do holocausto. Seis milhões de judeus morreram nos campos de concentração nazista, nos paredões de fuzilamento e nas câmaras de gás. Um milhão e meio de crianças foram mortas sem qualquer piedade. E contou um visitante daquele museu, que no jardim de entrada, há um monumento de uma mulher cuja cabeça é uma boca aberta com dois filhos mortos no colo... essa mulher retrata o desespero de milhares de mães que ergueram o seu grito de dor, sem que o mundo as ouvisse...

 

Os discípulos gritaram em alto mar, lemos aqui: “Mestre, não te importa que pereçamos?”

 

Quantas vezes, nas tempestades avassaladoras da vida também encharcamos a nossa alma de medo.

 

Esse grito dos discípulos também mostra alguma fé.

Se eles estivessem completamente sem fé, eles não teriam apelado para Jesus... eles não teriam gritado por Jesus... eles não teriam pedido:  “Senhor, salvá-nos!”

 

Quantas vezes, em horas difíceis, ...quando os nossos recursos se esgotam, quando a nossa força acaba, também nos voltamos para Deus e gritamos com um fiozinho de fé: “Senhor, salvá-nos!”

 

Fazemos isso porque, no fundo, nossa alma sabe, que embora as coisas fujam do nosso controle, elas ainda continuam e continuarão sob o total controle de Jesus... para Jesus não há causa perdida... Ele é o Deus dos impossíveis! Aleluia!!

 

Esse grito dos discípulos também revela uma fé defeituosa.

Se os discípulos tivessem uma fé madura, eles não teriam se entregado ao pânico e ao desespero daquela hora.

 

Mas eles entraram em desespero – e esse foi o maior perigo... o maior perigo que enfrentavam não era a violência do vento... era a incredulidade dentro deles... no v.40 Jesus os chamou “medrosos”.

 

Portanto, havia um defeito na fé daqueles discípulos: eles desconheciam o verdadeiro cuidado de Jesus por eles.

 

Esse é o defeito mais comum que ataca a nossa fé: na hora da tempestade, acharmos que Deus não se importa conosco.

 

Por isso, é bom saber: quando Deus permite que uma tempestade venha sobre nós, é porque Ele está desejoso de nos ensinar profundas lições de vida... nesse mundo de Deus, não há coisas que aconteçam sem propósito.

 

...outra pergunta que aparece aqui no texto, está no v.40: “Por que é que vocês são assim tão medrosos? Vocês ainda não têm fé?” 

Os discípulos falharam na aula prática e revelaram medo ao invés de fé.

 

Onde o medo prevalece, a fé desaparece... ficamos com medo quando duvidamos que Deus está no controle...

 

Mas aqueles discípulos deviam ter fé e não medo, e isso por quatro razões:

A primeira razão é a promessa de Jesus, que lemos no v.35... “Vamos para o outro lado...  passemos para a outra margem”.

 

O destino deles não era o afundamento no mar, era o outro lado... e quando o Senhor fala, Ele cumpre... pode passar o céu e a terra, mas as palavras do Senhor não passarão. Ele é fiel!

 

Jesus não prometeu uma viagem calma e fácil para eles, mas garantiu: “passemos para a outro lado!”

 

Você não vai encontrar, em página alguma da Bíblia, Jesus prometendo ausência de luta, ausência de tempestades na vida... mas, você encontrará Jesus garantindo a vitória dos que confiam nEle.

 

Por isso, aquela palavra de ordem de Jesus, deveria ter encorajado e fortalecido os discípulos (Sl 89:9).

Quando o medo assaltar a sua fé, agarre-se nas palavras e nas promessas de Jesus... quando as pessoas à sua volta disserem para você que a situação está perdida, que você vai afundar e que não existe mais solução, creia na Palavra de Jesus...

 

Porque para o Senhor Jesus, não há impossíveis... Ele caminha sobre as ondas... Ele salva o perdido, cura o enfermo, levanta o caído e faz novas todas as coisas!

 

A segunda razão, porque os discípulos deveriam ter fé e não medo, é a presença de Jesus (4:36).

A presença de Jesus nos livra do medo... Davi chegou a dizer que ainda que andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum (Sl 23:4).

 

Disse isso, não porque o vale fosse seguro... não porque a circunstância fosse fácil de ser enfrentada... mas porque a presença de Deus estava com ele.

 

Amados, a presença de Deus nas tempestades é nossa segurança!

Os discípulos se entregaram ao medo porque esqueceram-se de que Jesus estava com eles... o Rei do céu e da terra estava no mesmo barco com eles, por isso, o barco não podia afundar.

 

Em outra ocasião, quando os discípulos enfrentaram os ventos fortes, Jesus apareceu para eles, andando sobre as águas, e falou: “Não tenham medo, sou eu!”

 

As tempestades virão... elas podem vir com força... podem desafiar a sua capacidade de resistir... podem fugir do seu controle... mas, o Senhor do céu e da terra, prometeu estar com você! ... não tenha medo, tenha fé!

 

A terceira razão para não ter medo é a paz de Jesus (4:38).

Lemos no v.38: “Jesus estava dormindo na parte detrás do barco, com a cabeça numa almofada”. 

 

Enquanto a tempestade prosseguia, Jesus estava dormindo... descansava, certo de que o Pai cuidava dEle.

 

Será que Jesus sabia que a tempestade iria vir? Sim, Ele sabe todas as coisas, nada apanha Deus de surpresa.

Mas, se Jesus sabia da tempestade, por que dormiu? ...ah! Ele dormiu porque estava certo dos cuidados do Pai...

 

Olhar para Jesus naquela paz, naquele sono, enquanto caía a tempestade, isso deveria ter acalmado os discípulos.

 

Era para eles terem pensado assim: “o Senhor está tranqüilo, Ele descansa... então, não vamos ficar apavorados... essa tempestade não vai ser o nosso fim!

 

Jesus dormiu na tempestade porque Ele estava verdadeiramente seguro no fato de que o Pai cuidava dEle.

 

Irmãos, as tempestades da vida podem nos abalar, mas não abalam o nosso Senhor.

 

Elas podem ficar fora do nosso controle, mas não ficam fora do controle de Jesus!

 

E a quarta razão para ter fé e não medo, durante as tempestades da vida, é o poder de Jesus (4:39).

Aquele que estava no barco com os discípulos é o Criador da natureza... é o Senhor do universo.

 

É O que tem todo poder e autoridade no céu e na terra... é O que trabalha em nosso favor... é O que nos tem amado desde antes da fundação do mundo.

 

E, mais importante, tenha fé e não medo, porque Jesus já nos destinou para a glória... Ele nos chamou e converteu o nosso coração... agora somos dEle ...e quem tocar em nós, toca na menina dos olhos de Deus! ...não tenhamos medo das tempestades!

 

...e a última pergunta que ocorre no texto é essa (v.41): “Que homem é este que manda até no vento e nas ondas?!” 

As tempestades são pedagógicas, são a escola de Deus para nos ensinar as maiores lições de vida.

E as coisas de Deus, aprendemos mais na tempestade do que nos tempos de bonança.

 

Passando por aquela terrível tempestade, os discípulos agora, são vistos aqui no v.41, cheios de admiração diante da majestade de Jesus... eles estavam admirados, porque Deus estava bem ali com eles.

 

Quando Jesus fez cessar o vento e o mar, e eles se acalmaram como uma criança que se aquieta diante da ordem e autoridade do pai, os discípulos se maravilharam.

 

Antes eles tinham medo da natureza, agora eles temem o Criador da natureza... antes, eles estavam amedrontados pela força do vento, agora eles estão cheios de admiração com o poder do Senhor do vento.

 

Conclusão

As tempestades são normais que aconteçam nesta vida aqui...

Mas, quando elas acontecem, quando elas vêm sobre você, sobre sua casa, sobre sua família, sobre sua vida: quando elas vêm, você tem medo da força da tempestade ou você tem fé no Deus que manda na tempestade?

 

Esta noite, se tempestades têm vindo sobre a sua vida, eu convido você a confiar em Deus.

 

Pr Walter Pacheco da Silveira, a partir de material do Rev. Hernandes Dias Lopes.