Meus Sermões

O QUE NOS DIZ O NATAL

Lucas 2.1-20

 

Introdução

Depois de tantos anos, na verdade, depois de tantos séculos, o tempo retorna e a humanidade se prepara novamente para o maior acontecimento de todos os tempos: o Natal, o nascimento de Jesus, o Yeshua Hamaschia, - o Messias prometido, o esperado das nações.

 

Mas, o que nos diz o Natal?

 

1. O NATAL NOS DIZ QUE DEUS É O SENHOR DA HISTÓRIA

O que lemos nos versos 1-6, revela isto: “Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população. 2  Quando foi feito esse primeiro recenseamento, Cirênio era governador da Síria. 3  Então todos foram se registrar, cada um na sua própria cidade. 4  Por isso José foi de Nazaré, na Galiléia, para a região da Judéia, a uma cidade chamada Belém, onde tinha nascido o rei Davi. José foi registrar-se lá porque era descendente de Davi. 5  Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida, 6  e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer”.

Lemos aqui que Deus Se serviu de um decreto do imperador de Roma, Augusto, para fazer com que José e Maria voltassem a Belém, a cidade de onde eles eram oriundos.

 

Deus fez isto porque, conforme traz o Evangelho de Mateus (Mt 2.5-6),  estava profetizado que o Rei prometido, nasceria em Belém de Judá.

 

Portanto, Deus moveu a história, moveu o imperador para que a profecia se cumprisse... E todas, e cada uma das profecias que foram feitas sobre Jesus, todas se cumpriram infalivelmente, porque Deus é o Senhor da história.

 

...em segundo:

2. O NATAL NOS DIZ QUE DEUS É HUMILDE

Lemos no v.7: “Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão”.

Uma das coisas que impressionam são as condições do nascimento de Jesus.

 

Você observou? ...mesmo sendo Ele o Criador do universo, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores e o Deus Todo-poderoso, Ele escolheu o berço mais pobre de todos para identificar-se com os pobres deste mundo.

 

Jesus podia ter nascido no palácio de César, em Roma... ou podia, pelo menos , ter sido hóspede de Herodes, rei da Judéia...

 

Mas, não... Jesus nasceu em um estábulo, foi deitado numa manjedoura, num coxo onde os animais comiam...

Olavo Bilac, um dos nossos maravilhosos poetas, disse: "Não nasceu entre pompas reluzentes". De fato, Jesus nasceu na pequena Vila de Belém, num lugar humilde como a manjedoura, tendo enxoval também humilde, porquanto foi "envolto em faixas".

 

E sabe, Jesus fez isto para nos dizer que, desde o Seu berço, Ele está ao lado dos mais pobres, dos mais necessitados.

Jesus pregaria mais tarde nas montanhas: “Felizes os que sabem que são espiritualmente pobres” (Mt 5.3).

 

...em terceiro lugar:

3. O NATAL NOS DIZ QUE HÁ BOAS NOTÍCIAS EM UM MUNDO DE MÁS NOTÍCIAS

Vejamos estes próximos versos (8-14): “Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas. 9  Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo, 10  mas o anjo disse: -Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! 11  Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês - o Messias, o Senhor! 12  Esta será a prova: Vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura. 13  No mesmo instante apareceu junto com o anjo uma multidão de outros anjos, como se fosse um exército celestial. Eles cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo: 14  -Glória a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!”

Novamente: a aparição de anjos e a revelação do nascimento de Jesus, não se dá nos palácios nem nos tronos do mundo, mas em meio de um grupo de simples pastores, próximos da pequena vila de Belém.

 

Ali, os anjos proclamaram; Glória a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!”. Ali, naquela região de pastos, Deus foi exaltado... ali, os anjos indicaram aos crentes em Deus: “Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! 11  Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês-o Messias, o Senhor!”

 

Aleluia! Que notícia boa: “nasceu o Salvador de vocês”!

 

...depois disto:

4. O NATAL NOS DIZ QUE AGORA NÓS DEVEMOS LEVAR TAMBÉM AS BOAS NOTÍCIAS

Vamos ler o v.15-20: “Quando os anjos voltaram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: -Vamos até Belém para vermos o que aconteceu; vamos ver aquilo que o Senhor nos contou. 16  Eles foram depressa, e encontraram Maria e José, e viram o menino deitado na manjedoura. 17  Então contaram o que os anjos tinham dito a respeito dele. 18  Todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram muito admirados. 19  Maria guardava todas essas coisas no seu coração e pensava muito nelas. 20  Então os pastores voltaram para os campos, cantando hinos de louvor a Deus pelo que tinham ouvido e visto. E tudo tinha acontecido como o anjo havia falado”.

Entenda isto: os pastores disseram uns aos outros: “Vamos até Belém  para vermos o que aconteceu... então contaram o que os anjos tinham dito”.

 

Agora, cabe também a nós, dar esse passo... esse é o momento de conhecer a Jesus... e é o momento de voltarmos à nossa casa, ao nosso trabalho, ao nosso estudo, e compartilhar com todos que Jesus é o Salvador.

Irmãos, o dia 25 de dezembro dividiu a história do mundo em duas partes, mas o Natal, o nascimento de Jesus em nós, dividiu a nossa história... todos podemos contar como era nossa vida antes de Cristo e de como é agora, depois de Cristo!

 

Conclusão

Pois bem, não há no mundo, nem poderá haver jamais, uma história mais linda que a ocorrida em Belém, e da qual, Jesus é o personagem central.

Queria Deus que o Natal não seja só uma bela história, senão a experiência mais importante de nossa vida.

 

Pr. Walter Pacheco da Silveira, 25.12.2005