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Tratamento

 

Devido a insistentes boatos sobre maus tratos a animais, a Sociedade Protetora dos Animais resolve fazer uma blitz na fazenda do coronel. Porém, os integrantes da comissão que vistoria o local se surpreendem com o bom trato que os bichos recebem: chiqueiros limpos, lavagem de primeira. Se comovem principalmente ao ver um leitãozinho, meio aleijado, com uma perna mecânica. - "Coronel, eu nunca vi nada igual!" - exclama o chefe da comissão - "Um leitãozinho com uma perna mecânica! O senhor deve gostar muito dele mesmo. - Adoro mesmo! Por isso eu vou comendo aos pouquinhos!"

 

Todos os males do mundo derivam de que o homem pensa que pode tratar os seus semelhantes sem amor. Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi, escritor, RUS, 1828-1910

 

D. Helder Câmara tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura...".

 

As pessoas se esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez.... Mas nunca esquecerão como você as tratou.

 

Li que certo homem foi orientado a dar óleo de fígado de bacalhau para o cachorro dele que estava doente. Você já tomou este óleo? Horroroso! Mas, como seria a solução para o cão, o dono passou a agarrar o animal e enfiava-lhe a garrafa na boca. Fez isso por vários dias, mas diante do muito trabalho e da briga do cachorro. desistiu. Surpresa: o animal passou a procurar a garrafa de óleo de fígado de bacalhau e lambia a tampa da garrafa. O cachorro queria o remédio; ele reclamava era de como lhe era aplicado. É preciso urgência em uma revisão no trato.

 

Há uma história do tempo das monarquias que ilustra esta verdade: Um rei, famoso pela prática da justiça em todo o seu reino, colocou um sino numa torre, num morro bem visível. Qualquer cidadão que se achasse injustiçado, bastava puxar as cordas do sino para ter o seu caso julgado imediatamente. Mas o reino era tão justo que o sino caiu em desuso e a vegetação tomou conta da torre. Um dia, para espanto de todos, o sino começou a tocar. Os oficiais, despachados imediatamente ao lugar, descobriram que um jumento velho, magro e abandonado, ao tentar comer o capim que cobria o pé da torre, puxava a corda e o sino tocava. Os oficiais, às gargalhadas, foram contar o caso ao rei. O rei não achou graça nenhuma. Mandou descobrir quem era o dono do animal. O dono, um lavrador próspero, que costumava maltratar animais e empregados, foi levado diante do rei. A sentença não demorou: "Este animal te serviu durante longos anos; agora, que não pode mais trabalhar, o abandonaste. Homem ingrato! Cuida deste animal o resto de sua vida".

 

Por que tratamos com simpatia e delicadeza os de fora e com rispidez e grosseria os que moram em nossa casa?

 

Lembrei-me de uma frase de Walter Trobisch em seu livro Casei-me Com Você (Loyola) que quando um pastor pratica, em público, de forma natural e sincera, um gesto de carinho para com a esposa, causa mais efeito do que cem palavras sobre casamento! Os casais de nossas igrejas estão observando, queridos colegas pastores, nosso cuidado e a maneira como tratamos a esposa que Deus nos deu. - Gilson Bifano

 

Certa mãe ficou surpresa quando sua filha disse: “Mamãe, gostaria que você tão boazinha para nós quanto é para outras pessoas”. Ela percebeu, então, que tratava sua família de forma diferente de como tratava os outros.

 

“Uma pessoa é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa” (As 10 coisas que levei anos para aprender). 18/12/06

 
"Se fosseis tratar as pessoas de acordo com o merecimento de cada uma, quem escaparia da chibatada?" (Shakespeare) 12/1/07
 

Sempre se lembre daqueles que te serviram. Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele. - "Quanto custa um sundae?" ele perguntou. - "50 centavos" - respondeu a garçonete. O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. - "Bem, quanto custa o sorvete simples?" ele perguntou. A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete perdendo a paciência. "35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca. O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: - "Eu vou querer, então, o sorvete simples". A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas - ou seja, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete. 21/2/07

 

Aspirina é remédio, mas não serve para o tratamento da dengue por favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. 25-12-2007

 

"Trate as pessoas e conviva com elas de tal modo que, se você morrer, chorem a sua falta e, enquanto estiver vivo, desejem ardentemente sua companhia." (Nahjul Balagha). 25-01-2008

 

O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou: - Ele sempre te trata com tanta grosseria? - Sim, infelizmente é sempre assim. - E você é sempre tão polido e amigável com ele? - Sim, sou. - Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você? - Porque não quero que ele decida como eu devo agir. 25-01-2008

 

Efraim (Israel) afastara-se para longe de Deus. As dez tribos tinham caí­do em tão crassa idolatria, que Deus disse: "Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo" (Os 4.17). A inconstância espiritual de Efraim foi descrita pelo pro­feta como pão que não foi virado" (7.8). Israel erguera "altares para pecar" (8.11) e provocara "a Sua ira" (12.14). Efraim era "inclinado a desviar-se" de Deus (11.7). Perdera a força, e "não o sabia" (7.9). Certamente, Deus teria ra­zão se volvesse as costas a Efraim e deixasse-lhe as conseqüências de seu mau procedimento. Mas não faria isso o nosso Deus misericordioso! Longe disso, Ele lamenta: "Como te deixaria, ó Efraim? Como te entre­garia, ó Israel?" Aí está uma das mais comovedoras passagens da Escritura. Servindo-se da figura da repetição, tão característica da poesia hebraica, duas vezes o Senhor expressa comovente preocupação por Seu povo. "Eu o amei", declara Ele (11.1). Que riqueza de afeição envolve essas palavras! "Como te entregaria?" "Eu ensinei a andar a Efraim", diz Ele ainda (11.3), referindo-se aos anos durante os quais instruíra pacientemente Israel, por meio de Seus profetas. Nesse mesmo versículo, serve-se Ele do quadro de um pai amante, a ensinar seu filhinho a andar, tomando-o pelos braços. Se tropeça, o bondoso pai levanta o filho e o ajuda a prosseguir. "Como te deixa­ria?" "Atraía-os com cordas humanas, com laços de amor" (11.4). Novamente o Pai celestial serve-se da figura de um pai amoroso, em relação a um filho desgar-rado, a fim de ilustrar Seu grande afeto para com o relapso. "Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atrai" (Jr 31.3). "Como te deixaria?" Deus ainda trata com a mesma ternura Seus filhos erradios. Ainda hoje Ele insta conosco: "Como te deixaria?" "Com benignidade te atraí". "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entre­gou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" (Am 8.32). 9.2.2008