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Fraqueza

 

Hernán Cortez, o grande conquistador espanhol, quase perdeu a vida quando esteve, pela primeira vez, na cidade do México, capital do império Asteca. Os nativos voltaram-se contra ele, mataram muitos dos seus soldados e obrigaram-no a fugir. Ele e o que restou do seu exército escaparam por um triz. Atravessaram o lago que circundava a cidade debaixo de uma nuvem de flechas que caíam sobre eles. Embrenharam-se pela mata, enfrentando feras e serpentes, fome e frio, sempre perseguidos pelos guerreiros de Montezuma. Por fim, um punhado de sobreviventes, fracos, feridos e humilhados, conseguiu chegar à praia. Ali estavam os navios que os haviam trazido através do Atlântico para aquela malfadada aventura. Os olhos de todos estavam postos sobre o comandante. Esperavam que Cortez desse a ordem de embarcar, levantar âncoras e içar as velas, a fim de que retornassem - derrotados, porém vivos - à Espanha. Qual não foi a surpresa dos soldados, no entanto, quando o chefe lhes disse: "Vamos tratar os feridos, reequipar o exército, reorganizar a tropa. Voltaremos lá para conquistar aquela cidade!" Aparentemente só um louco, em vez de se dar por satisfeito em salvar a própria pele, retornaria ao campo de batalha do qual escapara, como que por milagre, semanas antes. Mas era exatamente isso que Cortez se propunha a fazer. Os espanhóis agiram conforme as ordens do comandante. Reorganizaram-se, planejaram o novo ataque e adentraram mais uma vez a floresta rumo à cidade do México. Marcharam por vales e montanhas, cruzaram o lago a bordo de canoas, enfrentaram o exército inimigo, cercaram a cidade e tomaram-na. Cortez conseguiu, num momento de angústia, encontrar forças para retornar à luta e extrair dos soldados o que eles tinham de melhor. E assim transformou uma derrota avassaladora numa vitória inesquecível. Nós também podemos encontrar forças na fraqueza e, retornando à luta, alcançar grandes vitórias. (Marcelo Aguiar, em Cura Pela Palavra, pg 49).

 

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote danificado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos. Diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote quebrado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço. - Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas. - Porquê? Perguntou o homem. - De que você está envergonhado? - Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade de minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote. O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou: - Quando retornarmos a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho. De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote: - Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado? Eu, ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele e lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa. Moral da estória: Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecemos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças. Lembremo-nos sempre disto. (Internet)

 

A águia encara o sol de frente e voa cada vez mais alto, enquanto a galinha de Angola fica ciscando o chão no seu monótono lamento: " fraco, fraco, fraco". Você já viu? Na fazenda de meu sogro, o "Irineu da Cocheira", tem dessas galinhas, e tudo que o bando faz é lamentar, gritando: " fraco, fraco, fraco".

 

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito. Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes". A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!

 

Todos temos nossos pontos fracos, o "calcanhar de Aquiles". Sabe da história? Páris feriu Aquiles na Guerra de Tróia justamente onde, isso mesmo, no calcanhar. Portanto, o ponto fraco ou vulnerável de um indivíduo, por metáfora, é o calcanhar de Aquiles. (Fonte: Renato Vargens - rvargens@ar.microlink.com.br). 

 

Disse alguém: "Deus a todos fez do pó da terra; mas alguns pensam que foram feitos de porcelana". (Fonte: - Pr. João Soares da Fonseca).

 

Na década de 70 uma canção popular dizia: "Eu sou como o cristal bonito/Que se quebra quando cai". Nossa fragilidade, no entanto, é a oportunidade de Deus. (Fonte: - Pr. João Soares da Fonseca).

 

Muitas pessoas na igreja são apelidadas de “crentes cês ora”: Cês ora por mim porque estou tão desanimado hoje... cês ora por mim porque estou tão cansado... cês ora por mim porque estou tão fraco...

 

Nunca esquecerei a mensagem que o Pastor Joseph Bower trouxe à equipa dos Ministérios da RBC num culto há vários anos atrás. Ele usou três textos da Bíblia (2 Timóteo 2:19; Salmo 103:14; II Pedro 2:9) para chamar à atenção de que Deus entende perfeitamente - as nossas fraquezas, as nossas limitações, a nossa própria natureza. Contudo, o que lembro mais vivamente do sermão do Pastor Bower, foi uma experiência pessoal que ele compartilhou, ilustrando assim o Salmo 103:14. Um homem de grande tamanho e força, era ativo na construção de edifícios para igrejas além de pregar. Um dia ele quis mover uma viga de aço que pesava aproximadamente 135 quilos, então ele pediu ao seu filho para agarrar o outro extremo da barra e colocá-la no lugar. O jovem tentou erguer a enorme viga mestra, mas ele não conseguiu. Na realidade, ele acabou no hospital. O pastor Bower ficou com o coração partido. Por causa da sua própria força, ele tinha negligenciado a fraqueza proporcional do seu filho. Ele acrescentou que o nosso Pai divino nunca negligenciará as fraquezas dos Seus filhos, pois "Ele conhece a nossa estrutura, e lembra-se que somos pó" (Salmo 103:14). Se estiveres hoje debaixo de uma carga pesada, recebe conforto reconhecendo que o Senhor nunca te carregará com mais do que aquilo que podes suportar. - Fonte: www.gospelcom.net

 

O crente galinha d'Angola - Vive sempre dizendo: fraco... fraco... É um símbolo de fracasso, derrota e fraqueza. Sua fé faliu. É uma crise procurando lugar para acontecer.

 

A nossa fraqueza é bênção quando nos apoiamos na força de Deus.

 

Como diz J.C. Ryle, temos a "tendência de ver as fraquezas dos outros com lentes de aumento". (João Soares da Fonseca - Revista Compromisso/3º Trim-2001).

 

Palavras de uma errata na obra de autor espanhol: "Donde leese: por la fuerza de las cosas, lesse: por la debildad de los hombres". Numa tradução simples: "Onde se lê: pela força do destino, leia-se: pela fragilidade dos dos homens". Normalmente atribui-se culpa ao destino. Esquecemo-nos que nos foram dados o livre-arbítrio, o poder de raciocínio, a capacidade de refletir, a inteligência, a visão, a percepção. É nossa, em primeiríssimo lugar, toda e qualquer responsabilidade por nossos atos e escolhas.

 

Marcos Witt escreveu o seguinte: "Um dos motivos por que a igreja atual, sob vários aspectos, está sem poder, sem direção e com um fraco testemunho, é que não podemos dizer como Isaías "Eu vi o Senhor". (Marcos Witt, em Adoremos, pg 99).

 

Um fracasso revela apenas isto: que a tua determinação para vencer não era bastante forte. - Christian N. Bovee.

 

É bem conhecida a lenda de Aquiles, o herói da mitologia grega. Ao nascer, Tétis, sua mãe, mergulhou-o no rio infernal Estige, para torná-lo invulnerável. Porém, a água não chegou ao calcanhar do recém-nascido pelo qual ela o segurava e que, assim, se tornou o seu ponto fraco. E, para a sua infelicidade, durante a guerra de Tróia, uma flecha envenenada atingiu exatamente o seu calcanhar, causando-lhe morte instantânea. Daí a expressão "calcanhar de Aquiles", como sinônimo de ponto vulnerável de uma pessoa ou instituição. Na verdade, cada um de nós tem um ponto vulnerável capaz de ocasionar uma derrota na vida moral ou espiritual. Eis porque a Bíblia adverte: "Aquele que pensa estar em pé, cuide para não cair" (!co 10.12).

 

Um palestrante levantou uma folha em branco de papel e perguntou à sua platéia: O que você vê aqui?"A resposta foi: "Um pedaço de papel." Então ele colocou um minúsculo ponto no meio do papel e tornou a perguntar: "O que você vê agora?" "Um ponto," foi a resposta unânime do público. "Esta folha em branco é uma pessoa," falou o palestrante. "O ponto pequeno que você vê é seu maior defeito.O branco que circunda o ponto representa todas as qualidades desta pessoa e que, muito facilmente, falhamos em ver.Freqüentemente achamos a falha bem maior do que ela realmente é e permitimos que ela obscureça os pontos positivos que a pessoa tem." Por que temos a tendência de prestar mais atenção nas falhas dos outros do que em suas virtudes? 4/12/06

 

Moody conta a história de um passageiro em um navio que atravessava o Atlântico e que descansava em seu beliche durante uma forte tempestade, acometido de um forte enjôo do mar. De repente ele ouve um alvoroço e um grito: "Homem ao mar." "Que Deus ajude a este pobre homem," orou ele, "mas não existe nada que eu possa fazer." Logo a seguir, pensou ele: "(eu posso, pelo menos, acender minha lanterna e colocar nesta pequena janela." Com muito esforço ele fez isso. Finalmente o homem que havia caído no mar foi salvo. No dia seguinte ele contou a história para todos: "Eu estava, na escuridão, afundando talvez, pela última vez quando alguém colocou uma luz através de uma portinhola. A luz brilhou direto em minha mão e um marinheiro, em um barco salva-vidas, conseguiu me resgatar." A debilidade não pode ser usada como justificativa para usar a pouca força que temos. Quem pode dizer como Deus trabalhará? 12/2/07

 

No livro de C. S. Lewis, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, a Feiticeira Branca precisou saber somente uma coisa a respeito de Edmundo, para fazer com que ele traísse seus irmãos. Ao fazer-lhe algumas perguntas simples, a bruxa descobriu que a fraqueza de Edmundo era a sua preferência por um doce macio, cortado em quadrados, chamado Prazer Turco. O pedaço que ela deu a Edmundo foi mais delicioso do que tudo que ele experimentara. Logo Edmundo só conseguia pensar em "tentar engolir tantos quadrados do doce quanto possível, e quanto mais comia, tanto mais desejava". Cada um de nós tem uma vulnerabilidade como a de Edmundo, e Satanás está ansioso por explorá-la. Pode ser algum vício como drogas ou álcool, ou pode ser algo aparentemente inofensivo e talvez até algo bom como comida, amizades ou trabalho. 18.2.2009

 

Certa vez ouvi entrevistas com sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. Os soldados recordaram como foi que passaram um determinado dia. Um passou o dia sentado numa cova; uma ou duas vezes atirou num tanque alemão que viu passar. Outros jogaram cartas para passar o tempo. Alguns se envolveram em furiosos tiroteios. Para a maioria, o dia passou como qualquer outro. Mais tarde, todos souberam que haviam participado de um dos maiores e mais decisivos conflitos da guerra, a Batalha do Bulge. Ela não parecia ser decisiva naquele tempo, porque ninguém tinha conhecimento do quadro geral da guerra. Grandes vitórias são ganhas quando pessoas comuns executam as tarefas que lhes foram designadas. Quando os seguidores de Ignácio (1491-1556) estavam em períodos de fragilidade, ele sempre prescrevia a mesma cura: "Em tempos de desolação nunca devemos fazer uma mudança, mas permanecer firmes e constantes nas resoluções e determinação que tínhamos antes da desolação". As batalhas espirituais precisam ser travadas justamente com as armas mais difíceis de manejar nessa época: a oração, a meditação, o auto-exame e o arrependimento. Quem sabe você sente que está passando por uma inércia espiritual. Permaneça na sua tarefa designada! A obediência a Deus - e somente a obediência - oferece a maneira de vencer as fraquezas. 19.2.2009

 

Chama-se Chrístopher Reeve o bem-sucedido ator de Hollywood que fez o papel principal do filme Superman I. Como Super-Homem, ele era sempre o herói que aparecia e desaparecia, que atravessava paredes, que subia perto da lua, que arrancava aplausos de todo mundo. Em 1995, numa competição hípica, Reeve caiu do cavalo e fraturou as duas primeiras vértebras da coluna cervical. Tetraplégico desde então e respirando por meio de um aparelho, o máximo que o ex-ator consegue hoje é fazer pequenos movimentos com o dedo polegar de uma das mãos e com o punho da outra, assim mesmo graças ao seu espírito forte. Ultimato Nov/Dez 2001.30.9.2009