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Abundância

 

Numa quarta-feira do mês de outubro de 1999, num momento de muita oração, o Espírito Santo falou comigo: "Nada de Deus é pequeno. Nada de Deus é pouco. Nada do que Deus dá é mesquinho".

 

Conta-se a história de um homem que fazia sua primeira grande viagem de navio. Os passageiros logo notaram que ele não aparecia às refeições, ao passo que alguns o viram, diversas vezes comendo bolachas. Só no último dia é que o viajante soube que, ao comprar o bilhete de viagem, tinha direito a todas as refeições. Ele estivera comendo bolachas para economizar, quando, o tempo todo, poderia ter usufruído das opulentas refeições, juntamente com os outros passageiros. Era necessário apenas pedir o alimento. Ele deixou de comer porque deixou de pedir. Muitos cristãos são como esse homem a bordo do navio. O apóstolo Tia­go diz: "Não tendes, porque não pedis", e de outras vezes não recebemos porque "pedimos mal" (Tg 4.2,3). 22.2.2008

 

Mark Guy Pearse narra a experiência marcante que teve em uma viagem de trem. "Eu refletia sobre a vida vitoriosa e  cheia de poder do cristão. Enquanto  estava  lendo,"  relata  ele, "meus olhos se fixaram na palavra "receber" e um grande gozo entrou em minha alma. Não me sentia subindo ao  céu,  mas  o Senhor descendo. Estava chovendo e, enquanto o  trem  parava na estação, eu notei uma senhora já  idosa,  saindo  de  sua humilde casa e colocando uma vasilha do lado  de  fora  para pegar água da chuva. A  vasilha  logo  encheu  e  começou  a transbordar. Imediatamente elevei meu pensamento  a  Deus  e lhe pedi: "Senhor, tome a vasilha do meu coração, quebrada e seca, e faze-a transbordar do Seu poder." Como é maravilhoso sentir o gozo transbordante da graça e do poder de Deus sobre nossas vidas. A alegria  é  tremenda,  o mover de Seu Espírito nos enche de júbilo, nada neste  mundo pode se comparar à felicidade que  experimentamos  quando  o Senhor Jesus está presente em nossos corações. 2.10.2009

 

Um conhecido psicólogo, especializado em aconselhamento financeiro, disse que com o declínio da fortuna de seus clientes, sua clínica prosperou. Ele declarou estar mais ocupado do que jamais esteve em 30 anos. Ele afirma que as pessoas ricas nunca estiveram tão alarmadas: “Elas acreditam que essa recessão é semi-permanente”. Pesquisas indicam que dinheiro e situação econômica lideram a lista dos fatores que provocam estresse, para 8 entre cada 10 pessoas, no mundo ocidental, e os mais ricos não estão imunes. O escritor Richard Peterson fala a respeito de um cliente, “cuja fortuna, antes estimada em U$ 400 milhões, hoje vale U$ 200 milhões! Pelo seu comportamento, você poderia pensar que se trata de alguém prestes a se tornar um morador de rua, uma sucata da sociedade. Está aborrecido por não poder mais manter seu jatinho privado. Está à beira da devastação, porque agora terá de voar de primeira classe em vôos comerciais!” O lema que prevalece no mercado de trabalho do século XXI parece ser: “Vida, liberdade e busca de apenas um pouquinho mais”. Compare essa filosofia com a convicção fundamentada na Bíblia: “Vocês são bem-aventurados quando estão satisfeitos em ser exatamente quem são – nem mais, nem menos. Neste momento vocês descobrem que são orgulhosos possuidores de tudo aquilo que não pode ser comprado” (Mateus 5.5 – tradução livre). Um rico empresário da Avenida Madison, em New York, caminhava ao longo da praia de uma comunidade litorânea em suas férias. O CEO notou um pescador ocioso, sentado ao lado de seu barco, sua pele bronzeada e curtida pelo sol, vento e água do mar. Ele parecia não ter pressa para fazer coisa alguma. Curioso com a falta de atividade do pescador, o empresário perguntou-lhe:

- Por que você não está pescando?

- Porque já peguei peixes suficientes para o dia de hoje - respondeu o pescador.

- Por que você não pesca mais do que precisa? - perguntou o empresário.

- O que eu faria com o excedente?

- Você poderia ganhar mais dinheiro e comprar um barco melhor; com isso, poderia ir mais longe mar a dentro, pegar peixes maiores, comprar redes de nylon e ganhar mais dinheiro. Em breve poderia ter uma frota de barcos e ficar rico como eu. 

O pescador ficou pensativo e depois perguntou: - E depois, o que eu faria?

- Você poderia descansar e desfrutar da vida. 

- E o que você acha que eu estou fazendo agora? - respondeu o sábio pescador. 

Querer mais, mais e mais! Nos principais centros de negócios do mundo, a atitude dominante parece ser: “Mais dinheiro, mais coisas, mais status!” Esse é um círculo implacável, sem fim, que gera cobiça e descontentamento, bem como úlceras e ataque cardíaco. Podemos comparar esse ponto de vista com a perspectiva oferecida pelo apóstolo Paulo: “Aprendi a estar satisfeito em qualquer circunstância” (Filipenses 4.11 – tradução livre). Robert D. Foster2.10.2009